terça-feira, 8 de março de 2016

Criação com apego

 Uma das coisas que descobrimos no decorrer da gestação foi a criação com apego. Foi dado um nome a maneira de criar com respeito e calma, desenvolvendo sua relação e suprindo toda e qualquer necessidade do bebê.
  Parece simples né, mas poucos pais tem conhecimento da criação com apego e noção da sua necessidade. O bebê é tão pequenino e indefeso que parece bobagem imaginar que exista gente que acha que colo pode mimar o bebe, que dar o peito o tempo todo vai fazer mal, que o bebê dormir na mesma cama vai atrapalhar a vida dos pais. Sim, muita gente acredita em tudo isso, essas pessoas são aquelas que vão falar para vc oferecer a chupeta para o seu filho, também são as mesmas que vão falar para você deixar chorar um pouco e não dar colo imediatamente. A Lisa ainda nem nasceu e eu já ouvi que estou mimando ela rsrsrs, alguém deve acreditar nisso. rsrs
  Ouvi muito quando comecei aos pouquinhos manifestar a intenção de ter um parto normal humanizado, de recusar mamadeiras e chupetas, de ter uma doula, até de querer amamentar no peito foi como se eu quisesse o impossível e fosse uma mãe maluca. rss
  Não querer comer comida crua, não querer comer alguns alimentos por causa da gravidez, mudar a alimentação, fazer tudo voltado para o bem estar do bebê, mesmo se não fosse comprovado que faz bem, ou mal, tudo que eu ouvia era "EU não fiz nada disso e meus filhos sobreviveram." ou "Fulana teve 10 filhos e sabe mais que médico", "Você tá querendo pagar de vaca leiteira" (essa última foi especial da minha mãe). É terrível os palpites, mais horrível ainda é pensar que essas pessoas podem influenciar na criação de seus filhos, mas vamos fazer o possível para que nossa filha seja criada com o máximo de respeito e carinho e lutaremos com o mundo para que essa criação não termine em casa.


  (Esse texto foi retirado do blog http://www.dicasdemulher.com.br/criacao-com-apego/ )

O que é Criação com Apego?
Por Bete P. Rodrigues:

Mas, enfim, o que é a Criação com Apego? Como pode ser definida?

Trata-se de uma criação consciente, ativa, na qual os pais e cuidadores zelam pelo bem-estar e, consequentemente, desenvolvimento integral da criança.

A chamada Criação com Apego fornece ferramentas que ajudam os pais a criarem vínculos com seus filhos, através do atendimento consistente e amoroso das necessidades do bebê. Este é o ponto inicial, mas acredita-se também que, no caminho, eles acabam ensinando ao filho valiosas lições para toda a vida, como empatia e compaixão.

E, foi com o objetivo de transmitir orientações sérias aos pais – devendo ser vistas como “ferramentas” (permitindo que os adultos avaliem cada uma delas e escolham aquelas que melhor se adequam à sua necessidade/realidade) – que a API (Attachment Parenting International) criou Os Oito Princípios da Criação com Apego.

                           
Os 8 princípios

1. Preparando para a gestação, nascimento e criação

O começo de tudo e parte fundamental da Criação com Apego. Leva-se em conta que a gestação oferece aos pais uma oportunidade de se prepararem física, mental e emocionalmente para a paternidade.

Isso não significa, porém, ficar atento somente às coisas materiais associadas à gestação e aos cuidados com o bebê: roupinhas, roupas para a gestante, utensílios essenciais etc. Mas refere-se à necessidade de os pais se envolverem de fato na preparação para a chegada deste novo membro da família, mantendo-se informados e, também, criando um ambiente amoroso.

Algumas orientações práticas para isso, de acordo com a API, são:

Reflita sobre experiências da sua própria infância e crenças atuais sobre paternidade.
Informe-se sobre filosofias de criação.
Informe-se sobre os diferentes tipos de partos, não se deixando levar por mitos e opiniões alheias. Lembre-se sempre que o parto é seu.
Explore tipos diferentes de planos de saúde para poder se planejar.
Busque se informar sobre as vantagens do parto natural.
Estude sobre a importância da amamentação.
Tenha hábitos saudáveis para garantir uma boa gestação: coma alimentos nutritivos, faça exercícios regularmente, evite situações de estresse sempre que possível.
Mantenha um relacionamento forte e saudável com seu parceiro.
Pesquise sobre as “rotinas” para cuidados com o recém-nascido, como banho, exames de sangue etc. Registre suas preferências e compartilhe-as com os profissionais de saúde que te assistirão.
Considere uma doula para o parto e/ou pós-parto e se prepare para ter uma ajuda extra nas primeiras semanas após o parto.
Prepare-se para, se necessário, questionar caso uma situação inesperada ocorra no parto ou com o recém-nascido: Quais são os benefícios dessa intervenção? Quais são os riscos e possíveis resultados? Quais são as outras opções?


2. Alimentando com amor e respeito


Este princípio ressalta que a construção de vínculos fortes através da alimentação é algo que a pessoa pode carregar para a vida toda. Não se refere apenas ao ato de amamentar no sentido de fornecer nutrientes ao bebê, mas também da alimentação consciente dos filhos e do uso das refeições como momentos de união com a família.

Algumas das considerações dentro deste princípio, de acordo com a API, são:

A amamentação satisfaz as necessidades nutricionais e emocionais do bebê. É melhor do que qualquer outro método de alimentação infantil.
A amamentação é uma das maneiras mais primitivas de uma mãe iniciar um vínculo de apego seguro com seu bebê.
O bebê deve ser alimentado em livre demanda, ou seja, sempre que der sinais (antes que ele comece a chorar).
Amamentar continua a ser importante nutricional, imunológica e emocionalmente após um ano.
Além dos benefícios para o bebê, a amamentação oferece benefícios para a mãe.
Amamentar é uma ferramenta valiosa para a mãe dar conforto e segurança ao bebê, de maneira natural.
Antes de decidir usar mamadeira e chupeta, informe-se sobre os problemas possíveis que existem no desenvolvimento do bebê com o uso de bicos artificiais. Avalie alternativas como copinho, sonda, entre outros.
Caso a mãe não possa amamentar, é importante para o vínculo reservar a alimentação apenas pela mãe.
Simule os comportamentos da amamentação quando estiver alimentando com mamadeira: segure o bebê quando estiver dando a mamadeira, posicionando-o próximo ao seio; mantenha contato visual, fale com calma e amorosamente; troque de posição (de um lado para o outro); alimente quando o bebê der sinais etc.
Associe o uso da mamadeira e da chupeta com o colo e atenção exclusiva ao bebê.
Comece a introdução aos alimentos sólidos quando o bebê der sinais de que está pronto, e não, necessariamente, com base na idade.
Deixe o bebê dar sinais sobre o que e quanto comer, deixando que ele desenvolva seu paladar naturalmente.
O alimento gradualmente toma o lugar do leite em termos de necessidade calórica, mas amamentar continua a atender outras necessidades, como conforto e desenvolvimento.
Se a você precisar desmamar antes que o filho dê sinais de que está pronto, faça isso gentilmente.
Bete ressalta que o aleitamento materno traz, indiscutivelmente, muitos benefícios à mãe e ao bebê. “Além das funções nutricionais e emocionais, amamentar traz conforto ao bebê de maneira natural”, diz.


3. Respondendo com sensibilidade


A API entende que os pais podem construir a fundação da confiança e empatia respondendo apropriadamente às necessidades do filho. Os bebês comunicam suas necessidades de diferentes maneiras (por meio de movimentos corporais, expressões faciais e choro) e vão aprender a confiar com sensibilidade quando suas necessidades forem consistentemente atendidas.

Mas isso não quer dizer que construir um vínculo forte com o bebê signifique somente responder consistentemente às necessidades físicas dele, mas, também: passar momentos agradáveis interagindo com ele, e, portanto, atendendo às necessidades emocionais também.

Vale destacar que os pais poderão se deparar com os mitos sobre mimar um bebê, ou ainda, receber conselhos não solicitados vindos da família, de amigos e da mídia. Mesmo que bem-intencionados, alguns desses conselhos, muitas vezes, vão contra a ciência, fatos sobre desenvolvimento normal e até contra os próprios sentimentos intuitivos dos pais. A Criação com Apego considera, sobretudo, que, no curso de desenvolvimento normal de um filho, os bebês formam vínculos primários com a(s) pessoa(s) que passam a maior parte do tempo nutrindo e cuidando delas (normalmente, a mãe e/ou o pai) e dar colo e interagir com frequência aumentam o vínculo seguro.

Neste contexto, algumas das considerações dentro deste princípio (Responder com Sensibilidade), de acordo com a API, são:

O cérebro dos bebês é imaturo e significativamente subdesenvolvido no nascimento, dessa forma, eles não são capazes de se acalmarem sozinhos.
Através da resposta consistente e repetida de um adulto amável, a criança aprende a se acalmar.
Entenda os ritmos internos naturais do seu filho, e tente se programar ao redor deles.
É perfeitamente normal que o bebê queira contato físico constantemente.
Altos níveis de estresse, que podem acontecer, por exemplo, em sessões prolongadas de choro, fazem com que o bebê experimente um estado químico desbalanceado no cérebro, o que pode colocá-lo em risco de passar por problemas físicos e emocionais futuramente.
Se necessitar de suporte extra e/ou ajuda profissional, não hesite em buscá-los. Exaustão ou incapacidade de lidar com as necessidades do bebê são sinais de que você precisa disso.
As explosões de raiva, também conhecidas como “birras”, representam emoções reais e devem ser levadas em conta seriamente, mesmo que os motivos pareçam “bobos” para os adultos.
Os pais, durante uma explosão de raiva, devem agir dando conforto ao filho, não ficando com raiva ou punindo o bebê.
Os filhos mais velhos (que não são mais bebês) também devem continuar sendo atendidos pelos pais. É preciso nutrir uma conexão bem próxima, através do respeito aos sentimentos da criança e tentando entender as necessidades por trás de seus comportamentos.
Demonstre interesse às atividades do seu filho, e participe com entusiasmo das brincadeiras sugeridas por ele.
Bete comenta que, se o bebê estiver claramente atendido (descansado, limpo, alimentado) e ainda assim continuar chorando, pode ser, sim, porque quer atenção. “Procure dar essa atenção através de um colo, carinho, conversa, música, brincadeira, levá-lo para passear de carrinho, enfim, torne esse desafio uma oportunidade para estar com seu filho plenamente”, diz.

“Para se construir um vínculo forte com um bebê, é preciso responder consistentemente às suas necessidades físicas e também passar tempos agradáveis interagindo com ele (atendendo às suas necessidades emocionais). Siga sua intuição. Ignorar vez ou outra pode ser benéfico também. Não há uma regra mágica sobre como lidar com os chamados dos bebês”, acrescenta a professora.

4. Usando o contato afetivo

Os bebês nascem com necessidades urgentes e intensas, e dependem completamente dos outros para atendê-las. Neste sentido, a API considera que o contato afetivo ajuda a atender tais necessidades por meio de contato físico, afeição, segurança, estímulo e movimento.

Algumas das considerações dentro deste princípio, de acordo com a API, são:

Para a criança, o contato afetivo estimula os hormônios de crescimento, melhora o desenvolvimento intelectual e motor, e ajuda a regular a temperatura do corpo, batimentos cardíacos e até o sono.
Os bebês que recebem contato afetivo têm mais chances de ganhar peso mais rápido, mamar melhor, chorar menos… São mais calmos e têm melhor desenvolvimento intelectual e motor.
Nas culturas onde o uso de afeto físico é amplamente utilizado existem baixas taxas de violência física entre adultos.
O contato pele a pele é especialmente eficaz, e a amamentação e banhos compartilhados, por exemplo, oferecem esta oportunidade.
Massagens podem acalmar bebês com cólica, ajudar uma criança a relaxar antes da hora de dormir, além de ser oportunidade para interações divertidas entre pais e filho.
Carregar um bebê, ou usar babywearing (materiais de tecido para manter o bebê bem perto do corpo) atende as necessidades do bebê de contato físico, conforto, segurança, estímulo e movimento – todos estes encorajando o desenvolvimento neurológico.
Evite o abuso de dispositivos destinados a segurar o bebê independentemente, como, por exemplo, balanços, carregadores plásticos e carrinhos.
Abrace, aconchegue, faça carinhos nas costas e massagens. Essas ações atendem às necessidades de toque, tanto quanto brincadeiras mais físicas, como lutas e cócegas.
Use sempre brincadeiras e jogos para incentivar a proximidade física.
“Se não dá mais para ‘carregar’ seu bebê, que tal usar sua criatividade para garantir o contato físico? Como por exemplo, dar colo, andar de mãos dadas, fazer massagem um no outro, tomar banho juntos, dar beijos e abraços, fazer carinho no rosto ou cabelo (cafuné), brincadeiras de cócegas e lutas… Deitar-se em um lugar confortável com a criança para juntos lerem uma história ou ouvirem música… Ou, simplesmente, conversar são ótimos motivos para que esse contato seja mantido”, ressalta Bete.

5. Garantindo um sono seguro, física e emocionalmente

Muitos pais esperam que seu filho durma a noite inteira e, quando isto não acontece, tendem a se preocupar. Isso porque a ideia de “o bebê ter que dormir a noite toda” foi um mito passado de geração para geração.

A Criação com Apego lembra que os bebês possuem necessidades à noite (assim como de dia); seja devido à fome, solidão, medo, frio ou calor. E, por isso, eles precisam de pais amáveis para sentirem-se seguros durante a noite também.

Neste contexto, seguem algumas das considerações da API:

Cosleeping é um termo que se refere a dormir a uma “distância próxima”, ou seja, o filho está dormindo em uma superfície diferente, mas no mesmo quarto dos pais. Isso inclui o uso de berços, Moisés etc.
No caso de filhos mais velhos, cosleeping pode representar dormir em uma cama separada no mesmo quarto dos pais, ou dos irmãos mais velhos, por exemplo.
A Síndrome de Morte Súbita Infantil, segundo estudos, é reduzida por pais que praticam cosleeping seguro.
As rotinas noturnas frequentemente ajudam todos a relaxarem depois de um dia atribulado e a estabelecer hábitos de sono mais saudáveis. Busque encontrar a rotina que funciona melhor para o seu filho e lembre-se que qualquer rotina noturna pode levar 30 minutos, ou 1 hora, ou mais.
Lembre-se sempre que as rotinas de sono mudam ao longo do crescimento e amadurecimento do seu filho.
Tente sempre manter o senso de humor e ser flexível.
Ajude o seu filho a aprender a confiar no seu próprio corpo quando ele estiver cansado, reconhecendo sinais de cansaço. Não o force a dormir quando não estiver cansado, nem tente mantê-lo acordado quando ele estiver cansado só para cumprir uma rotina.
Quando chegar a hora, garanta ao seu filho uma transição para sua própria cama tranquila. É importante que os pais respondam a quaisquer sentimentos de medo ou tristeza experimentados pela criança.
As crianças mais jovens (que têm sua própria cama) tendem a dormir melhor quando os pais deitam com elas até que fiquem bem sonolentas, ou até que elas durmam. Elas crescerão e dispensarão essa necessidade quando estiverem prontas e passarão, então, a irem dormir por conta própria.
Nem a Criação com Apego, nem a cama compartilhada devem desencorajar a intimidade entre o casal. Basta usar um pouco de criatividade, levando em conta o momento e local certos.



6. Provendo cuidado consistente e amoroso


Este princípio aborda a importância que a presença consistente de um cuidador amoroso tem para o desenvolvimento do bebê e para o vínculo de apego seguro.

Neste contexto, seguem algumas das considerações da API:

Em vez de tentar adaptar seu filho a rotinas que existiam antes de sua chegada, tente criar novas rotinas que envolvam o bebê.
Considere, por exemplo, levar o bebê dormindo para um encontro à noite, caminhar com o bebê no sling, levar um cuidador de confiança junto para noites longas ou eventos especiais.
No caso de momentos curtos de separação, conte com um cuidador de confiança, que o seu filho tenha vínculo e que apoie Os Oito Princípios da Criação com Apego.
Respeite os sentimentos do seu filho sobre estar pronto para a separação.
Entenda que até mesmo filhos mais velhos podem ter dificuldades com a separação.
Evite usar qualquer tipo de ameaça para forçar a separação, ou tentar prevenir que o seu filho chore.
É extremamente importante que os pais que se separam dos seus filhos passem um tempo muito dedicado com eles após a separação.
Cada criança está pronta para a separação em idades diferentes, mas pesquisas mostram que separações por períodos superiores a duas noites seguidas podem ser muito difíceis para crianças menores de três anos.
A permanência em creches por períodos superiores a 20 horas semanais pode ser estressante e prejudicial à saúde da criança em longo prazo enquanto ela tiver menos do que 30 semanas de vida. Assim, é preferível que a criança esteja em casa, sob os cuidados de um dos pais ou de um cuidador de confiança.
É fato que algumas mães que precisam retornar ao trabalho sentem-se em dúvida e questionam como podem fazer para continuar criando seu filho com apego. Bete acredita que o caminho seja buscar ajuda de parceiros comprometidos, parentes disponíveis ou berçários de confiança. “Conte com um cuidador de confiança que o seu filho tenha vínculo e, se possível, que apoie Os Oito Princípios da Criação com Apego da API e conheça a Disciplina Positiva”, diz.

“E, diariamente, ao retornar do trabalho, tenha momentos com a criança de plena atenção, carinho e demonstração de afeto, através de conversas sobre o dia e gestos de carinho”, acrescenta a professora.

“Gosto de sugerir que a mãe ou pai tenham rotinas para a hora das refeições e de dormir, rotinas que aproximem adultos e crianças, como por exemplo, o hábito de, ao colocar a criança para dormir, conversar brevemente sobre seu dia, perguntar à criança sobre o dela e/ou ler uma história de ninar… Tente fazer com que pelo menos uma refeição ao dia seja um momento de conexão com seus filhos. Procure demonstrar interesse pelas atividades do seu filho, e participe com entusiasmo em brincadeiras direcionadas por ele. Tente também falar com o seu chefe (se for o caso) para criar uma agenda que maximize o tempo dos dois pais com os filhos”, destaca Bete.

7. Praticando a disciplina positiva


Os pais devem tratar seus filhos da maneira que eles desejam ser tratados. A Disciplina positiva é uma filosofia abrangente que tem como objetivo encorajar crianças e adolescentes a tornarem-se responsáveis e a serem respeitosos.

A Disciplina Positiva é amorosa e fortalece a conexão entre os pais e seus filhos, enquanto que uma disciplina rígida, que abusa da punição, enfraquece esta conexão.

Dentro desta ideia, seguem algumas das considerações da API:

Disseminar medo nos filhos cria sentimentos de vergonha e humilhação. O medo é visto como um fator que leva a um risco maior de comportamento antissocial no futuro, incluindo a prática de crimes e abuso de substâncias.
Estudos mostram que bater no filho pode criar problemas emocionais e comportamentais.
Uma disciplina dura e física ensina aos filhos que a violência é a única maneira de resolver problemas.
Disciplinas controladoras ou manipuladoras comprometem a confiança e prejudicam o vínculo entre pais e filhos.
É importante os pais examinarem suas próprias experiências na infância e analisarem como elas podem impactar negativamente na criação de seus filhos, buscando ajuda caso não consigam praticar a Disciplina Positiva.
Os laços de apego e confiança são formados quando os pais atendem consistentemente e amorosamente às necessidades do bebê.
A disciplina positiva envolve o uso de técnicas como prevenção, distração, e substituição para guiar gentilmente os filhos para longe do perigo.
Ajude seu filho a explorar com segurança o mundo, vendo este através de seus olhos, e demonstre empatia enquanto ele experimenta as consequências naturais de seus atos.
Tente sempre entender a necessidade por trás de um determinado comportamento do seu filho.
Resolva os problemas junto de seu filho.
Lembre-se que os filhos aprendem através de exemplos, então é importante esforçar-se para oferecer um modelo com ações e relacionamentos positivos dentro da família e em interações com outras pessoas.
Se os pais reagirem a alguma situação com sentimentos de tensão, raiva ou mágoa, eles podem reparar quaisquer danos na relação desde que dediquem tempo para reconectar e pedir desculpas.
Use a empatia e o respeito, mantendo sempre um relacionamento positivo.
Pesquise sobre Disciplina Positiva.
Crie um ambiente que propicie o “sim”.
Evite dar nomes e apelidos.
Faça pedidos usando afirmativas.
Converse com o seu filho, antes de intervir.
Não obrigue seu filho a pedir desculpas.
Ofereça escolhas.
Seja sensível a fortes emoções.
Bete destaca que conhecer os conceitos adlerianos (Alfred Adler, Rudolf Dreikurs e Jane Nelsen) e usar as ferramentas e dicas práticas da Disciplina Positiva ajudam imensamente todos os adultos envolvidos na educação de crianças e adolescentes. “Portanto, quanto mais se conhecer a DP, melhor poderemos criar nossos filhos.”

A professora sugere que os pais comecem conhecendo cinco princípios da Disciplina Positiva:

Ajudar a criança a sentir conexão (sentir que pertence à família/escola e sentir-se importante).
Encorajar respeito mútuo (firmeza e gentileza ao mesmo tempo).
Funcionar em longo prazo (considerar o que a criança está pensando, sentindo, aprendendo e decidindo sobre si mesma e sobre seu meio social – e sobre o que fazer no futuro para sobreviver e para ser bem- sucedido).
Ensinar habilidades sociais e habilidades de vida (respeito, cuidado com os outros, resolução de problemas e cooperação).
Incentivar a criança a descobrir suas capacidades (encorajar o uso construtivo do poder pessoal e autonomia).


8. Mantendo o equilíbrio entre a vida pessoal e familiar

Os pais que praticam a Criação com Apego devem buscar maneiras criativas de encontrar equilíbrio entre suas vidas pessoais e a vida familiar.

Neste contexto, seguem algumas das considerações da API:

Estando em equilíbrio, os membros da família são mais capazes de serem emocionalmente compreensíveis.
A melhor maneira de evitar sentir-se isolada é olhar para fora e criar uma rede de suporte na sua comunidade.
Por mais que as necessidades do filho devam ser uma prioridade, ele é uma parte daquilo que envolve a família como um todo, incluindo as necessidades dos pais (como indivíduos e como casal) e dos irmãos (se houver).
Aceite o fato de que ter filhos muda as coisas e viva o momento.
Priorize pessoas em vez de coisas.
Não tenha medo de dizer “não”.
Seja criativa na hora de encontrar maneiras de ter um tempo a dois com seu parceiro.
Reserve um tempo só para você.
Busque ajuda de terceiros para tarefas.
Tire sonecas.
Evite sobrecarregar sua agenda.
Saia de casa.
Cultive amizades com outros pais que pratiquem Criação com Apego.
Mentalize mantras como “vai passar” e “é uma fase”.
Bete destaca que as mães precisam reservar um tempo para cuidar delas mesmas (dormir bem, se alimentar com alimentos saudáveis, fazer uma atividade física regular, conversar com amigas etc.). “A mulher deve buscar esse equilíbrio através de práticas que a acalmem e a ajudem a eliminar o estresse que pode surgir com a criação dos filhos”, diz.

“ Uma mãe de primeira viagem pode ficar tão envolvida nos cuidados com o seu bebê, que ela não reconhece suas próprias necessidades até que ela se encontre em dificuldades físicas ou emocionais. Por isso, vale lembrar que sintomas de exaustão ou incapacidade de lidar com as necessidades do bebê são sinais de que ela precisa de ajuda extra e/ou profissional”, acrescenta Bete.

5 motivos para aderir à Criação com Apego

1. Ajuda na tarefa de criar os filhos. “São orientações práticas que podem ajudar muito nessa tarefa tão complexa que é criar os filhos”, destaca Bete.

2. Benefícios à criança e à família. A Criação com Apego é vantajosa às crianças e suas famílias, do ponto de vista emocional, cognitivo e neurocientífico. Destaca ainda a necessidade dos membros da família manterem o equilíbrio entre a vida pessoal e os cuidados com o filho (e a vida familiar de forma geral).

3. Fortalecimento do vínculo de pais e filho. A Criação com Apego, incentiva, sobretudo, vínculos fortes e saudáveis entre pais e filho. E isso não se limita apenas ao período em que o filho é bebê.

4. Amadurecimento emocional. Com a Criação com Apego espera-se a formação de filhos autoconfiantes e empáticos, exatamente porque a eles foi dada total segurança emocional.

5. É baseada em estudos sérios. Não são conselhos e nem regras… A Criação com Apego transmite orientações fundadas em investigações sérias e conhecidas por serem eficazes em auxiliar crianças a desenvolverem ligações seguras.

Como Virar um Bebê Sentado (Pélvico)

* Atualização do post: A Lisa já virou, felizmente. A ultima ultrassom mostrou-se confortável com o pezinho em minhas costelas rsrs... Então sigam as dicas que da certo viu. Ela ainda não encaixou, mas minha nova melhor amiga (a bola de pilates) vai ajudar nisso. Bjs

Comece a ler ouvindo e relaxando ao som desse vídeo

  Esse sábado na ultrassom da Lisa descobrimos que ela está sentada, ou seja, que na 34ª semana ela ainda não está em posição para termos um parto normal, já que no Brasil quase não se faz a manobra de virar o bebe na barriga (versão cefálica externa).
  No dia eu estava morrendo de dor, então não sei o que me deu mais desespero a dor que eu estava ou ouvir que ela estava sentada.
  Saímos do consultório e fomos direto ao PS, para descobrir por que da dor insistente na barriga. Mas tínhamos noticias maravilhosas da Lisa, apesar da crise rsrs, ela está com 2,5kg e é bem grandona, isso deu um belo alívio momentâneo, porque chegando ao PS e depois de um almoço maravilhoso que me fez quase não conseguir mais andar ou respirar (eu merecia né rs), descobrimos que mais uma vez a mamãe aqui está com infecção urinária. É a quarta vez nessa gestação que estamos passando por isso e é muito ruim. 

  Chegando em casa corri para o partejar e para a Dra Andrea (nossa maravilhosa Doula), para saber o que fazer. Ela me mandou ter calma e quando foi ontem começamos os exercícios para a Lisa virar.


Vou deixar uma lista e algumas fotos do que estamos fazendo, depois vou por algumas fotos da ultrassom para vocês verem ela sentadinha.


Dicas para virar o bebê:
1.Conversar com a criança, pactuando a mudança de posição.
2.Acupuntura com moxa (calor local) ( apenas profissionais qualificados podem realizar)
3. Pulsatilla (remédio homeopático) ( médico prescreve)
4. Aproximação de compressas quentes no hipogastro (“pé da barriga”) e bolsa de gelo no fundo uterino (onde a cabecinha ficou); a criança tende a se deslocar na direção do calor.
5. Os exercícios sugeridos por Naoli Vinaver, parteira mexicana muito conhecida.

Hoje foi o dia de por a moxa sozinha:








Essas são outras dicas se mesmo assim o bebê não virar:

-Deitar e ficar de lado, por 10 à 15 minutos, no escuro, com uma lanterna, colocar bem abaixo da barriga, a luz, e conversar com o bebê, indicando a posição correta, transmitir carinho, pode ser utilizada a voz do pai e da mãe e também de irmãos… o bebê já reconhece! (Procure saber qual a posição do bebê pergunte ao seu obstetra para estimular corretamente).
-Sentada na cama, apoiar um almofada nas costas, ouvir musicas relaxantes, fazer carinho na barriga indicando o caminho para a posição correta.
-Todos os exercícios observar a respiração tranquila, enchendo bem os pulmões e soltando todo o ar….A família toda pode aproveitar esses momentos e tb participar…os resultados são fantásticos!É importante manter a confiança e acreditar que tudo dará certo, o bebê irá escolher a melhor posição!


Agora é esperar e boa sorte para nós... venho atualizar vocês logo logo do que está acontecendo e se está dando certo. *-*

INDICAÇÕES REAIS E FICTÍCIAS PARA A CESÁREA


Algumas indicações de cesariana

REAIS

1) Prolapso de cordão – com dilatação não completa;

2) Descolamento prematuro da placenta com feto vivo – fora do período expulsivo;

3) Placenta prévia parcial ou total (total ou centro-parcial);

4) Apresentação córmica (situação transversa) - durante o trabalho de parto (antes pode ser tentada a versão);

5) Ruptura de vasa praevia;

6) Herpes genital com lesão ativa no momento em que se inicia o trabalho de parto (em algumas diretrizes, somente se for a primoinfecção herpética).


PODEM ACONTECER, PORÉM FREQUENTEMENTE SÃO DIAGNOSTICADAS DE FORMA EQUIVOCADA

1) Desproporção cefalopélvica (DCP): o diagnóstico só é possível intraparto e não pode ser antecipado durante a gravidez. Em 1934 um obstetra (Barbour) já dizia que "o melhor pelvímetro é a cabeça fetal", e é avaliando a progressão da cabeça fetal através do canal de parto na presença de contrações eficientes que pode ser aventada a suspeita de DCP;

2) Sofrimento fetal agudo (o termo mais correto atualmente é "frequência cardíaca fetal não-tranquilizadora", exatamente para evitar diagnósticos equivocados baseados tão-somente em padrões anômalos de freqüência cardíaca fetal); 

3) Parada de progressão que não resolve com as medidas habituais (correção da hipoatividade uterina, amniotomia): recentemente tanto autores como diretrizes concordam que os critérios devem ser mais elásticos. O próprio uso de ocitocina e a amniotomia não têm efetividade comprovada quando comparados com a conduta expectante;

Pela grande variação do que é fisiológico, considera-se que não é necessário intervir para apressar um parto, independente de sua duração, quando mãe e bebê estão bem.

Nota: o uso do partograma de Friedman é altamente questionável. A curva de evolução do trabalho de parto tem grande variação, recomendando-se atualmente considerar como parâmetro a curva de Zhang (2010), com percentis. Outras curvas em outras populações estão sendo estudadas.

SITUAÇÕES ESPECIAIS EM QUE A CONDUTA DEVE SER INDIVIDUALIZADA, CONSIDERANDO-SE AS PECULIARIDADES DE CADA CASO E AS EXPECTATIVAS DA GESTANTE, APÓS INFORMAÇÃO

1) Apresentação pélvica (recomenda-se oferecer versão cefálica externa depois de 36 semanas mas se não for bem sucedida ou não for aceita pela gestante, discutir riscos e benefícios: o parto pélvico só deve ser tentado com equipe experiente e se for essa a decisão da gestante);

2) Duas ou mais cesáreas anteriores (o risco potencial de uma ruptura uterina – variando de 0,5% - 1% - deve ser pesado contra os riscos de se repetir a cesariana, que variam desde lesão vesical até hemorragia, infecção e maior chance de histerectomia); as diretrizes mais recentes não discriminam entre uma ou duas cesáreas para quem quer tentar um VBAC (Vaginal Birth After Cesarean = Parto Vaginal Após Cesárea);

3) hiv/aids (cesariana eletiva indicada se HIV + com contagem de CD4 baixa ou desconhecida e/ou carga viral acima de 1.000 cópias ou desconhecida); em franco trabalho de parto e na presença de ruptura de membranas, individualizar casos.


Algumas desculpas referidas pelas gestantes e/ou utilizadas pelos profissionais para indicar uma "DESNEcesárea" (em ordem alfabética)

1.      Abdominoplastia prévia
2.      Aceleração dos batimentos fetais
3.      Adolescência
4.      Ameaça de chuva/temporal na cidade
5.      Anemia falciforme
6.      Ameaça de parto prematuro (?)
7.      Anemia ferropriva
8.      Anemia de qualquer tipo (entendam, gestantes, a cesariana vai agravar a anemia, uma vez que a perda sanguínea é cerca de 500ml no parto normal e 1.000ml na cesariana)
9.      Anencefalia 
10.  Anticoagulação (uso de warfarin que já deveria estar suspenso a termo, uso de heparina de baixo peso molecular, uso de heparina convencional)
11.  Artéria umbilical única
12.  Asma
13.  Assalto ou outras formas de violência (gestante ou familiar foi vítima de assalto, então o bebê pode ficar estressado)
14.  Acidente Vascular Cerebral (AVC) prévio
15.  Bacia "muito estreita" 
16.  Baixa estatura materna 
17.  Baixo ganho ponderal materno/mãe de baixo peso 
18. Barriga “sarada”, porque a musculatura pode prejudicar o trabalho de parto
19.  Bebê alto, não encaixado antes do início do trabalho de parto
20.  Bebê profundamente encaixado 
21.  Bebê que não encaixa antes do trabalho de parto 
22.  Bebê "grande demais" (macrossomia fetal só é diagnosticada se o peso é maior ou igual que 4 ou 4,5kg e não indica cesariana, salvo nos casos de diabetes materno com estimativa de peso fetal maior que 4,5kg. Não se justifica ultrassonografia a termo em gestantes de baixo risco para avaliação do peso fetal). 
23.  Bebê "pequeno demais" 
24.  Bebê engolindo o líquido amniótico
25.  Bebê flagrado apertando o cordão durante a ultrassonografia, o que aparentemente levou a bradicardia
26.  Bilhete ou telefonema do prefeito/secretário de saúde de município próximo – Bilhete de qualquer político
27.  Bolsa rota (o limite de horas é variável, para vários obstetras basta NÃO estar em trabalho de parto quando a bolsa rompe) 
28.  Calcificação da sínfise púbica (alegando-se que ocorreria em TODAS as mulheres com mais de 35 anos, impedindo o parto normal)
29.  Candidíase
30.  Cardiopatia (o melhor parto para a maioria das cardiopatas é o vaginal) 
31.  Cegueira materna
32.  Ceratocone
33.  Cesárea anterior 
34.  Chlamydia, ureaplasma e mycoplasma 
35. Circlagem cervical
36.  Circular de cordão, uma, duas ou três “voltas” (campeoníssima –  essa conta com a cumplicidade dos ultrassonografistas e o diagnóstico do número de voltas é absolutamente nebuloso) 
37.  Cirurgia gastrointestinal prévia 
38.  Colestase gravídica 
39.  Coleta de sangue do cordão umbilical para congelamento e preservação de células-tronco
40.  Colo grosso, colo posterior, colo duro, colo alto e (paradoxalmente) colo curto
41.  Colostomia (sim, porque é melhor fazer uma incisão abdominal perto do estoma com fezes do que um parto normal bem distante da área...)
42.  Conização prévia do colo uterino 
43.  Condilomas (verrugas genitais) que não provocam obstrução do canal de parto.
44.  Constipação (prisão de ventre) 
45.  Cordão curto (impossível a mensuração antes do nascimento)
46.  Cálculo renal (nefrolitíase)
47.  Data provável do parto (DPP) próximo a feriados prolongados e datas festivas (incluindo aniversário do obstetra) 
48.  Datas significativas como 11/11/11 ou 12/12/12 (a partir de 2013 precisamos esperar o próximo século mas ainda inventam outras)
49.  Diabetes mellitus clínico ou gestacional 
50.  Diagnóstico de desproporção cefalopélvica sem sequer a gestante ter entrado em trabalho de parto e antes da dilatação de 8 a 10 cm
51.  Disfunção da sínfise púbica
52.  Dorso à direita, dorso posterior, ou dorso em qualquer outro lugar
53.  Edema de membros inferiores/edema generalizado 
54.  Eletrocauterização prévia do colo uterino 
55.  Endometriose em qualquer grau e localização 
56.  Enxaqueca materna
57.  Epilepsia e uso de qualquer droga antiepiléptica
58.  Escoliose 
59.  Espondilite anquilosante – Qualquer espondiloartropatia
60.  Estreptococo do Grupo B (EGB) no rastreamento com cultura anovaginal entre 35-37 semanas
61.  Exérese prévia de pólipos intestinais por colonoscopia 
62.  Falta de dilatação antes do trabalho de parto
63.  Falta de vagas nos hospitais se a gestante não marcar a cesárea
64.  Feto com “unhas compridas” 
65.  Feto morto 
66.  Fibromialgia 
67.  Fratura de cóccix em algum momento da vida 
68.  Gastroplastia prévia (parece que, em relação ao peso materno, se correr o bicho pega, se ficar o bicho come) 
69.Gengivite
70.  Gestação gemelar com os dois conceptos, ou o primeiro, em apresentação cefálica 
71.  Gestante saudável demais, correndo o risco de ter um parto fácil e muito rápido, podendo parir antes de chegar ao hospital, com risco de morte do bebê
72.Glaucoma
73.  Gravidez não desejada 
74.  Gravidez prolongada
75.  Grumos no líquido amniótico 
76.  Hemorroidas 
77.  Hepatite B e Hepatite C 
78.  Hérnia de disco, operada ou não, em qualquer segmento da coluna vertebral
79.  Hérnia inguinal, hérnia incisional e hérnia umbilical
80.  Hiperprolactinemia 
81.  Hipertireoidismo 
82.  Hipotireoidismo 
83.  História de cesárea na família 
84.  História de câncer de mama ou câncer de mama na gravidez 
85.  História de depressão pós-parto 
86.  História de natimorto ou óbito neonatal em gravidez anterior 
87.  História de trombose venosa profunda 
88.  História familiar de fibrose cística do pâncreas
89.  HPV com ou sem NIC
90.  Idade materna “avançada” (limites bastante variáveis, pelo que tenho observado, mas em geral refere-se às mulheres com mais de 35 anos. Há pouco tempo a fisioterapeuta que faz parte de nossa equipe foi considerada "idosa"por um plantonista de certa maternidade que não me convém indicar...
91.  Incisura nas artérias uterinas (pesquisada inutilmente, uma vez que não se deve realizar Doplervelocimetria em uma gravidez normal) 
92.  Incontinência urinária de esforço ou estar fazendo muito xixi no final da gravidez
93.  Infecção urinária 
94.  Inseminação artificial, FIV, qualquer procedimento de fertilização assistida (pela ideia de que bebês “superdesejados” teriam melhor prognóstico com a cesárea) – motivo pelo qual esses bebês aqui no Brasil muito raramente nascem de parto normal 
95.  Insuficiência istmocervical (paradoxalmente, mulheres que têm partos muito fáceis são submetidas a cesarianas eletivas com 37 semanas SEM retirada dos pontos da   circlagem) 
96.  Insuficiência Renal Aguda ou Crônica
97.  Jogo do Atlético x Cruzeiro (mas pode substituir por Flamengo x Fluminense, Grêmio x Internacional ou qualquer clássico de sua cidade), afetando o tráfego urbano
98.  Laparotomia prévia 
99.  Lesão medular (habitualmente acarretando paralisia: tetraplegia, paraplegia, hemiplegia, diplegia, dependendo do nível da lesão): essas mulheres em geral são cadeirantes e podem ter partos sem dor, mas o diagnóstico não é indicação de cesárea!
100.        Líquido amniótico em excesso
101.        Lúpus eritematoso sistêmico (LES)
102.        Magreza da mãe
103.        Malformação cardíaca fetal 
104.        Mecônio no líquido amniótico (só indica cesariana se houver associação com padrões anômalos de frequência cardíaca fetal, sugerindo sofrimento fetal) – e só descoberto quando se rompe a bolsa, não vale “achado ultrassonográfico”!
105.        Mioma uterino (exceto se funcionar como tumor prévio) 
106.        Miscigenação racial (dito assim mesmo), devido ao “elevado risco” de desproporção céfalo-pélvica
107.     Mola hidatiforme em gestação anterior
108.        Neoplasia intraepitelial cervical (NIC) 
109.        Nó verdadeiro de cordão (impossível o diagnóstico antenatal, sorry)
110.        Obesidade materna
111.        Paciente “não tem perfil para parto normal”
112.        Paciente “não ajuda para o parto normal” (momento vidente ON: “no fundo ela quer cesárea”)
113.        Parto “prolongado” ou período expulsivo “prolongado” (também os limites são muito imprecisos, dependendo da pressa do obstetra). O diagnóstico deve se apoiar no partograma. O próprio ACOG só reconhece período expulsivo prolongado mais de duas horas em primíparas e uma hora em multíparas sem analgesia ou mais de três horas em primíparas e duas horas em multíparas com analgesia. Na curva de Zhang o percentil 95 é de 3,6 horas para primíparas e 2,8 horas para multíparas) 
114.        “Passou do tempo” (diagnóstico bastante impreciso que envolve aparentemente qualquer idade gestacional a partir de 39 semanas) 
115.        Perineoplastia anterior
116.        Pé (do feto) nas costelas
117.        Pé torto congênito
118.        Placenta grau III ou II ou I ou qualquer outra classificação placentária
119.        Placentas baixas não oclusivas do colo do útero
120.        Plaquetopenia
121.        Pólipos uterinos
122.        Possível falta de vaga em maternidade para um parto normal, caso a gestante não marque a cesárea
123.        Pouco líquido no exame ultrassonográfico (sem indicação no final da gravidez em gestantes normais)
124.        Praticar musculação ou ser atleta 
125.        Pressão alta 
126.        Pressão baixa 
127.        Problemas oftalmológicos, incluindo miopia, grande miopia, ceratocone  e descolamento da retina 
128.        Profissão professora
129.        Prolapso de valva mitral 
130.        Prótese total de quadril
131.        Prurido gestacional
132.        Qualquer malformação fetal incompatível com a vida 
133.        Qualquer procedimento cirúrgico durante a gravidez 
134.        Queloide ou tendência a queloide podendo complicar uma episiotomia (e a cesárea não? E para que fazer episiotomia?)
135.        Reação vasovagal
136.        Sedentarismo 
137.        Septo uterino/cirurgia prévia para ressecção de septo por via   histeroscópica
138.        Ser bailarina 
139.        Sono fetal (bebê que dorme durante o trabalho de parto)
140.        Suspeita ecográfica de mecônio no líquido amniótico 
141.        Síndrome de Down e qualquer outra cromossomopatia 
142.        Síndrome de Ovários Policísticos (SOP)
143.        Tabagismo 
144.        Trabalho de parto prematuro 
145.        Trânsito urbano muito intenso
146.        Tricomoníase
147.        Trombofilias 
148.        Trombose venosa profunda
149.        Varizes uterinas 
150.        Varizes em membros inferiores
151.        Varizes na vulva
152.        Uso de antidepressivos ou antipsicóticos 
153.        Uso de aspirina e outros antiagregantes plaquetários (ex.: clopidogrel)
154.    Uso de drogas ilícitas (maconha, crack, cocaína, ecstasy, lembrando que a drogadição requer tratamento e não uma cesariana)
155.        Útero bicorno
156.        Útero retrovertido
157.        Vaginose bacteriana
158.        Varizes na vulva e/ou vagina
159.        Violência urbana, impedindo obstetra (famoso) de sair de casa à noite ou alegada como pretexto para que as gestantes também não sigam o perigoso percurso até a maternidade
160. Zika vírus: infecção presente ou passada e não, não foi apenas para terminar a lista de A-Z, são casos reais!
Retirado do blog: http://estudamelania.blogspot.com.br/2012/08/indicacoes-reais-e-ficticias-de.html?m=1